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Nota de esclarecimento da ANIAM à Veja

Confira abaixo a nota de esclarecimento enviada pela ANIAM referente à matéria intitulada "Indústria bélica faz lobby pesado no Exército e ganha série de benefícios" publicada em 29/01 pela revista Veja.



Nota Aniam - revista Veja
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NOTA DE ESCLARECIMENTO – 31.01.2022


A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE ARMAS E MUNIÇÕES – ANIAM vem prestar os seguintes esclarecimentos ao público sobre a matéria intitulada “Indústria bélica faz lobby pesado no Exército e ganha série de benefícios”, publicada pela Revista Veja no dia 29.01.2022.

A indústria brasileira de armas não goza de benefícios fiscais ou acesso a condições especiais de tributação para comercialização de seus produtos no mercado nacional. As supostas vantagens tributárias mencionadas na matéria simplesmente não se aplicam ao setor. Ao contrário, nosso setor é um dos mais tributados do Brasil. E nem Exército Brasileiro, nem sua Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (“DFPC”), tem qualquer ingerência na concessão de isenções ou benefícios fiscais, como sugere a matéria.

O aumento de receita da Taurus nos anos recentes também não pode ser atribuído a políticas governamentais. O desempenho da empresa nos últimos anos é resultado do trabalho que a nova administração tem implementado desde 2015, quando assumiu a gestão da empresa. A Taurus vem aliando a tradição e o conhecimento de mais de 80 anos com avanços e inovações em termos de processos produtivos, desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, disciplina financeira, entre outras.

Só nos últimos anos a Taurus investiu mais de USD 60 milhões na reorganização das suas atividades, na modernização da sua produção e no lançamento de novos produtos, que têm tido grande aceitação no Brasil e no exterior. Recentemente foi construída uma nova fábrica nos EUA, no Estado da Georgia.

Nesse contexto, o avanço das vendas e a melhora do resultado da Taurus se devem principalmente ao aumento de suas vendas no exterior, em especial nos EUA, onde seus produtos têm tido crescente aceitação (no mercado mais competitivo do mundo).

Além do investimento em unidades produtivas no exterior, a indústria nacional de armas e munições continua fazendo significativos investimentos no Brasil, o que demonstra seu compromisso com o país. Até o momento não se viu investimento produtivo de fabricantes estrangeiras, que apenas mostram interesse em vender para o país, sem se sujeitar às mesmas condições regulatórias e tributárias que se aplicam a quem produz no país, em clara assimetria em detrimento da indústria nacional.

Apenas para ilustrar com alguns números representativos, a indústria nacional de armas e munições gera 60 mil empregos diretos e indiretos, mais de R$ 5 bilhões em faturamento anual, mais de R$ 2 bilhões em exportações e gera mais de 1,2 bilhões em pagamento de impostos.

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