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SIMDE e FIESP realizam Reunião Plenária Conjunta com o Embaixador Jorio Dauster

  • há 2 horas
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Da esquerda para direita: Juliana Ribeiro Larenas, secretária-adjunta da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD); Embaixador Jorio Dauster, consultor empresarial e Presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Taurus; Paulo Skaf, Presidente da FIESP; Carlos Erane de Aguiar, diretor-titular do DESEG da FIESP e representante do SIMDE junto às federações; Frederico Aguiar, Presidente do SIMDE e Diretor Adjunto do DESEG da FIESP; e Dagmar Oswaldo Cupaiolo, Diretor Adjunto do DESEG e Vice-Presidente da FIESP.
Da esquerda para direita: Juliana Ribeiro Larenas, secretária-adjunta da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD); Embaixador Jorio Dauster, consultor empresarial e Presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Taurus; Paulo Skaf, Presidente da FIESP; Carlos Erane de Aguiar, diretor-titular do DESEG da FIESP e representante do SIMDE junto às federações; Frederico Aguiar, Presidente do SIMDE e Diretor Adjunto do DESEG da FIESP; e Dagmar Oswaldo Cupaiolo, Diretor Adjunto do DESEG e Vice-Presidente da FIESP.

Na terça-feira, 10 de março, o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (SIMDE) e o Departamento de Defesa e Segurança (DESEG) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) realizaram, na sede da federação, uma reunião plenária conjunta com a participação do Embaixador Jorio Dauster, consultor empresarial e Presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Taurus. O encontro reuniu representantes da indústria, autoridades civis e militares e especialistas para debater o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) brasileira diante das transformações do cenário geopolítico internacional.

 

A abertura da reunião foi conduzida por Carlos Erane de Aguiar, diretor-titular do DESEG da FIESP e representante do SIMDE junto às federações. Ao dar boas-vindas aos participantes, ele destacou a importância do encontro como espaço de reflexão estratégica sobre defesa e desenvolvimento nacional. Erane ressaltou ainda o papel da FIESP no estímulo ao debate sobre temas estruturais para o país e registrou o apoio institucional do Presidente da entidade, Paulo Skaf, cuja liderança, segundo ele, tem sido fundamental para fortalecer a indústria brasileira de defesa e segurança e ampliar o diálogo entre o setor produtivo e o poder público.

 

Na sequência, o embaixador Jorio Dauster apresentou uma análise sobre o cenário internacional e seus impactos para o Brasil. O diplomata destacou que o sistema internacional estabelecido após a Segunda Guerra Mundial passa por profundas transformações, com o enfraquecimento de instituições multilaterais e o aumento da instabilidade geopolítica. Segundo ele, o mundo vive um período marcado por disputas estratégicas entre grandes potências, o que exige que países como o Brasil revisem suas políticas de defesa e suas estratégias de inserção internacional.

 

Durante sua exposição, o embaixador argumentou que não é possível manter forças armadas eficazes sem uma base industrial robusta que sustente o desenvolvimento tecnológico e a produção de equipamentos estratégicos. Para ele, defesa e desenvolvimento econômico estão intrinsecamente ligados, formando uma relação de interdependência que precisa ser fortalecida por meio de planejamento de longo prazo, investimentos em inovação e maior integração entre governo, indústria e academia.

 

Ao abordar o cenário geopolítico contemporâneo, o Embaixador destacou que o mundo atravessa um período comparável a uma nova Guerra Fria, marcada pela disputa estratégica entre Estados Unidos e China e pela crescente competição tecnológica entre as grandes potências. Nesse contexto, afirmou que o Brasil precisa reduzir vulnerabilidades estratégicas e fortalecer sua capacidade de defesa, especialmente diante de desafios como a segurança das fronteiras, a proteção de recursos naturais e o avanço de novas ameaças, incluindo crimes transnacionais, guerra cibernética e disputas tecnológicas.

 

Também chamou atenção para as fragilidades estruturais da defesa brasileira, destacando limitações de investimento e dificuldades para garantir presença efetiva em áreas estratégicas do território nacional, como fronteiras terrestres, a Amazônia e a chamada Amazônia Azul. Para ele, o fortalecimento da Base Industrial de Defesa é essencial para ampliar a autonomia tecnológica do país e reduzir dependências externas em áreas sensíveis.

 

Após a exposição principal, o debate contou com intervenções de representantes do setor público e da indústria. A secretária-adjunta da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), Juliana Ribeiro Larenas, apresentou reflexões sobre o papel do Ministério da Defesa na articulação com o setor produtivo e destacou iniciativas voltadas ao fortalecimento da indústria nacional, incluindo programas de incentivo à produção local, identificação de tecnologias críticas e ampliação da participação da indústria brasileira em projetos estratégicos das Forças Armadas.

 

Juliana ressaltou que a indústria de defesa possui forte efeito multiplicador sobre a economia, gerando inovação, empregos qualificados e desenvolvimento tecnológico com impactos que ultrapassam o setor militar. Ela também destacou que as Forças Armadas mantêm uma relação histórica de cooperação com a indústria nacional, evidenciada em programas estratégicos como o cargueiro KC-390, o desenvolvimento de submarinos e o programa das fragatas, iniciativas que ampliam gradualmente o conteúdo nacional e fortalecem a cadeia produtiva do setor.

 

O Presidente do SIMDE, Frederico Aguiar, também participou do debate e destacou a importância de ampliar a articulação institucional entre governo, indústria e diplomacia para fortalecer a presença internacional da indústria brasileira de defesa. Em sua fala, ele ressaltou que o Brasil possui oportunidades relevantes para ampliar exportações no setor, especialmente por meio de acordos governamentais e cooperação internacional, mas que ainda enfrenta desafios relacionados à coordenação institucional e à integração entre políticas industriais, comerciais e diplomáticas.

 

Frederico também destacou a necessidade de intensificar o combate a atividades ilícitas que impactam cadeias produtivas no país, citando estudos conduzidos por entidades industriais que apontam perdas bilionárias decorrentes de práticas como pirataria, contrabando, sonegação e roubo de cargas. Segundo ele, o enfrentamento desses problemas poderia gerar recursos adicionais importantes para investimentos em setores estratégicos, incluindo defesa e segurança.

 

Outro ponto abordado foi a importância de maior aproximação entre o setor industrial e o Ministério das Relações Exteriores, de forma a ampliar o alinhamento entre política externa e promoção comercial da indústria de defesa brasileira. O Presidente do SIMDE ressaltou que mecanismos de cooperação internacional, especialmente no modelo gov-to-gov, representam oportunidades relevantes para ampliar a presença da indústria nacional em mercados externos e fortalecer a competitividade do setor.

 

Durante o encontro, o Presidente da FIESP, Paulo Skaf, realizou uma breve passagem pela plenária e cumprimentou os participantes, destacando a relevância do tema para o desenvolvimento industrial do país e reforçando o compromisso da entidade em promover debates estratégicos voltados ao fortalecimento da indústria brasileira.


 

A reunião foi concluída com um momento de perguntas e respostas, no qual representantes da indústria, especialistas e autoridades puderam aprofundar os temas discutidos. O debate abordou questões relacionadas ao financiamento da defesa, à cooperação internacional, à integração entre política externa e indústria e às oportunidades para ampliar a participação da Base Industrial de Defesa em projetos estratégicos nacionais.

 

Além do Presidente da entidade, Frederico Aguiar, o SIMDE esteve representado na ocasião por Christian Callas, 1º vice-presidente; Fabio Luiz Munhoz Mazzaro, 2º vice-presidente; Giacomo Feres Staniscia, 3º vice-presidente; André Roncolato Siano, diretor do sindicato; Vice-Almirante Veterano Edesio Teixeira Lima Junior, vice-presidente executivo; Brigadeiro Veterano Nilson Soilet Carminati, diretor de Relações Institucionais; Coronel de Infantaria Veterano Roberto Menezes de Oliveira, diretor técnico; e Patricia Leone, diretora de Administração.



 
 
 

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