SIMDES participa da 29ª Reunião Ordinária do CONDEFESA, na CNI

O Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (SIMDES) participou, na quarta-feira (04/11), da 29ª Reunião Ordinária do Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança (CONDEFESA), realizada no Observatório Nacional da Indústria, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF). O sindicato foi representado pelo Coronel Veterano Roberto Menezes de Oliveira, Diretor Técnico da entidade.
O encontro reuniu representantes dos Conselhos de Defesa estaduais, lideranças empresariais e autoridades para discutir ações voltadas ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança, à ampliação da participação das empresas brasileiras nas demandas das Forças Armadas e ao aperfeiçoamento do ambiente regulatório. Na abertura, o vice-presidente da CNI e presidente do CONDEFESA, Mario Cezar Aguiar, destacou a importância de aproximar a indústria das instituições responsáveis pelas políticas de Defesa, especialmente para ampliar o acesso de pequenas e médias empresas às oportunidades de fornecimento para as Forças Armadas.
Na sequência, o senador Hamilton Mourão apresentou o Projeto de Resolução do Senado nº 55/2026, que propõe a criação da Frente Parlamentar Mista de Defesa, Segurança e Soberania. A iniciativa busca ampliar a articulação entre Parlamento, indústria, Forças Armadas, academia e setores de ciência e tecnologia, contribuindo para uma agenda de longo prazo voltada à Defesa e à soberania nacional.
A programação também abordou os investimentos em Defesa e Espaço e os instrumentos de apoio ao desenvolvimento industrial. Rodrigo Secioso, Superintendente de Inovação da Finep, apresentou um balanço dos quatro anos de investimentos da instituição nesses setores. Já Luis Felipe Giesteira, Secretário-Adjunto de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, abordou os avanços da Missão 6 da Nova Indústria Brasil, voltada à soberania e à Defesa Nacional, destacando instrumentos como linhas de crédito, incentivos ao investimento, compras públicas e articulação institucional.
Outro destaque foi a discussão sobre a regulação de Produtos Controlados pelo Exército, com foco nas Consultas Públicas nº 05 e 06/2026. Júlio Cezar Santos, da Associação Brasileira de Produtos Controlados (APCE), abordou os possíveis impactos das mudanças regulatórias e a necessidade de regras proporcionais, rastreabilidade, segurança jurídica e tratamento equivalente entre produtos nacionais e importados. Na mesma pauta, Luiz Hermida, representante do CONDEFESA/FIEB, apresentou a mobilização realizada junto a empresas e sindicatos para reunir contribuições do setor produtivo, propondo a consolidação dessas sugestões para subsidiar o diálogo com o Exército Brasileiro.
O Secretário-Executivo do CONDEFESA, Marcio Guerra, apresentou ainda uma estratégia para fortalecer a Base Industrial de Defesa e Segurança nos estados, por meio da atuação conjunta entre o Conselho nacional, os Conselhos de Defesa estaduais e as federações das indústrias. A proposta prevê a realização de workshops e seminários regionais, além do mapeamento das demandas de compras públicas e das capacidades produtivas locais, buscando aproximar potenciais fornecedores das oportunidades existentes nas Forças Armadas e ampliar a participação de empresas brasileiras no setor.
A reunião evidenciou, assim, diferentes frentes de atuação para o fortalecimento da indústria nacional, reunindo temas relacionados à articulação institucional, financiamento, política industrial, regulação e ampliação do acesso das empresas ao mercado de Defesa e Segurança.
Imagens - CNI



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