SIMDES participa da 28ª Reunião Ordinária do Condefesa, na CNI
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O Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (SIMDES) participou, na quarta-feira (29/07), da 28ª Reunião Ordinária do Conselho Temático da Indústria de Defesa e Segurança (CONDEFESA), realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF). O encontro teve como tema “Terras Raras e sua importância estratégica para a Defesa” e contou com a presença do Ministro da Defesa, José Múcio. O SIMDES foi representado pelo Coronel Veterano Roberto Menezes de Oliveira, Diretor Técnico da entidade, e pelo General Veterano Luís Antônio Duizit Brito, Diretor de Relações Institucionais Adjunto do sindicato.
A reunião abordou o avanço da disputa internacional por minerais críticos e Terras Raras, bem como os impactos desse cenário para a indústria de defesa, a soberania tecnológica e o desenvolvimento industrial do Brasil. Na abertura, o Ministro José Múcio destacou a relevância estratégica da Base Industrial de Defesa, ressaltando que o fortalecimento do setor deve ser compreendido como parte de uma política de desenvolvimento nacional, com geração de empregos, arrecadação de impostos e avanço tecnológico.
Durante a programação foi apresentada uma análise sobre a geopolítica dos minerais críticos e sua relação com a Defesa Nacional. Ele destacou que grandes economias, como Estados Unidos, União Europeia e China, vêm adotando estratégias para reduzir vulnerabilidades e assegurar o fornecimento de insumos essenciais às tecnologias de ponta, enquanto o Japão busca desenvolver alternativas tecnológicas para diminuir sua dependência desses minerais.
O debate também evidenciou a posição estratégica do Brasil, que possui 19% das reservas mundiais de Terras Raras, ocupando a segunda posição global, mas ainda responde por apenas 0,02% da produção mundial. Segundo dados apresentados no encontro, a demanda nacional por esses insumos deve multiplicar por seis até 2034, impulsionada pela eletrificação da economia, pela reindustrialização de baixo carbono e pela necessidade de ampliar a autonomia em cadeias produtivas essenciais.
A programação contou ainda com contribuições de representantes da CNI e do setor mineral. O presidente do Condefesa e vice-presidente da CNI, Mario Cezar Aguiar, destacou a necessidade de o país priorizar cadeias produtivas, formar capital humano e consolidar investimentos para alcançar protagonismo estratégico e geopolítico. Já o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Pablo Cesário, defendeu que o Brasil avance além da condição de detentor de reservas e desenvolva uma cadeia produtiva completa, com mecanismos de financiamento capazes de impulsionar investimentos nacionais.
Também foi apresentado o projeto MagBras, iniciativa liderada pelo SENAI voltada ao desenvolvimento, em escala de demonstrador industrial, de toda a cadeia de produção de ímãs permanentes, desde a extração do minério até o processamento, fabricação, reciclagem e atendimento das demandas nacional e internacional com tecnologia brasileira. O projeto reúne mais de 20 empresas, centros de pesquisa e instituições industriais, com foco na redução de vulnerabilidades estratégicas e no fortalecimento de competências tecnológicas em produtos de alto valor agregado.




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